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 [FANFIC] William x Hope - Too Close

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Kath
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MensagemAssunto: [FANFIC] William x Hope - Too Close   Qui Jan 25, 2018 2:34 pm

TOO CLOSE

William Dufour estava entediado.
Seu último ano em Hogwarts não o deixava com grandes expectativas e nem tampouco fazia com que ele se sentisse animado. Voltaria a ver mais uma vez todas as mesmas pessoas que via em todos os anos, e os alunos iniciantes do primeiro ano não lhe interessavam. E este talvez fosse seu maior defeito: Poucas coisas lhe interessavam e muitas coisas o entediavam.
O Expresso para Hogtwarts havia partido fazia algumas horas, e William estava sentado com a cabeça apoiada em uma das mãos e o cotovelo em um dos braços da poltrona. O corpo estava jogado desleixadamente, e ele olhava pela janela de maneira desinteressada. Já havia decorado todo o trajeto depois de todos aqueles anos, e isso tornava a viagem muito, muito longa.
Orpheus, sentado no lado oposto da cabine, não parecia melhor. Os olhos afoitos que normalmente transbordavam audácia estavam tão inexpressivos e distantes que William soube no momento em que ele entrou no trem que ele sentia o mesmo. Por isso nenhum dos dois precisou dizer nada além de ficar olhando através da janela em silêncio mortal. Oliver e Lian provavelmente já tinham ido à caça das garotas pelas cabines, e pela demora em voltar, William sabia que eles tinham conseguido alguma coisa.
Era tão fácil, para eles. Os Marotos tinham tudo o que queriam, quando e como bem entendessem. De fato, não era algo de que William pretendia reclamar, não quando podia ter um estoque interminável de corpos para aquecê-lo, não quando o calor trocado o inundava por inteiro e sempre o deixava completamente extasiado. No entanto, por mais que amasse sentir prazer, ainda era como qualquer um e precisava se sentir atraído e tentado para levar adiante. E cada vez se tornava mais difícil encontrar casos que realmente incentivassem seu desejo, e ainda mais que o satisfizesse completamente.
Já havia conhecido inúmeras mulheres, tantos nomes e cores e traços que ele não conseguia guardar tudo na memória. Isso tinha sido divertido até um ano atrás, mas as coisas estranhamente ficaram menos interessantes também, como se tivesse se tornado parte da rotina, e William simplesmente odiava rotinas.
Quando finalmente chegaram à Hogwarts, atravessando as enormes portas, ele vivenciou tudo de novo. Muitas garotas acenavam, falavam com eles e até tentavam tocá-los. Podia realmente se divertir, se quissesse.
Ah, podia.
Mesmo que elas sempre preferissem o presunçoso do Orpheus. Para William, isso era até bom, pois assim podia ser mais seleto com as melhores e não precisava lidar com mil garotas voando em sua direção como um enxame de abelhas.
Ele deixou Orpheus e seu harém para trás e seguiu para a sala comum de Ravenclaw. Precisava jogar as coisas no quarto e precisava de um minuto de silêncio antes de partir para o ritual dos iniciantes. Cada degrau que subia, pesava em sua memória, mas também o inebriava com uma momentânea e agradável sensação nostálgica.
Ele sentiu como se estivesse ali de novo pela primeira vez.
Respondeu a charada tola e sem graça para entrar na sala comum e suspirou longamente quando os olhos miraram o ambiente tão conhecido, que ele havia decorado de tal modo que poderia andar por ali na escuridão total sem nem sequer tropeçar. Inspirou o ar, e expirou. Havia um perfume agradável ali que ele nunca havia notado, e ele inspirou e expirou profundamente mais uma vez para que o cheiro suave impregnasse em seus sentidos.
- William Dufour.
Quando o cheiro tinha ficado mais forte, ele ouviu o nome ser chamado por uma voz suave e ao mesmo tempo forte, e aquilo soou como uma carícia em seus ouvidos.
William abriu os olhos e encontrou Hope Jensen parada no centro da sala comunal.
- Hope. Que surpresa agradável.
O canto da boca dele se levantou em um sorriso sutil e letal, do tipo que desconcertava quase todas as garotas. Mas não a Hope.
- Eu já sei, você diz isso todos os anos.
O sorriso dela, por outro lado, era sarcástico e cheio de certeza. Não havia espaço para hesitação em seus olhos e William se perguntou porque é que nunca tinha notado isso antes também. Hope estudava com ele, estava na mesma casa que ele, e mesmo assim ele sentiu como se fosse a primeira vez que a tivesse encontrado.
- Gostaria que mentisse?
- Gostaria que fosse mais criativo. Sinceramente esperava mais.
Ela cruzou os braços, sem deixar de sorrir. Aquilo a deixava ainda mais convidativa. Alguém deveria ter lhe contado que William era diretamente atraído por desafios, simplesmente não conseguia recuar. Como se uma força maior dominasse seu corpo e o levasse de encontro para a armadilha antes que ele pudesse pensar.
- É uma coisa muito corajosa de se dizer, provocar a minha criatividade.
Os pés dele já se moviam como se tivessem vida própria. Ele parou a um metro de distância, mas o sangue fluía tão rápido por suas veias que a sensação fazia parecer que o calor da pele dela já podia ser sentido mesmo dali.
Hope o encarou apenas, como se esperasse ser surpreendida. O cabelo castanho caído sobre um dos ombros e os olhos de atenção fixa nele, curiosa, divertida. William fez uma análise mental dos traços dela. Observou como as linhas do rosto eram suaves e homogêneas, como se tivessem sido minuciosamente planejadas para ser uma coisa só, e não um conjunto. Um rosto como aquele não se encontrava em qualquer lugar, e William precisava tocá-lo.
Sua mão de dedos longos e fortes levantou o rosto dela pelo queixo, fazendo com que ela o encarasse nos olhos. Hope não era do tipo que se deixava amedrontar ou prever, ele já sabia, mas precisava ter certeza de que não havia nada ali que demonstrasse qualquer reação. E não havia. Fato este que apenas atiçou ainda mais sua curiosidade e a vontade de desvendá-la.
- Se quer mesmo saber, tenho mil outras coisas melhores para te dizer ou até mesmo fazer… Mas não posso.
Ele sorriu outra vez, os olhos incandescentes como velas afrodisíacas.
- E por quê não pode?
A pergunta dela o atingiu com surpresa. Hope sempre tinha sido uma referência de pessoa que falava o que pensava e que não tinha medo de dizer nada, mas jamais tinha se importado em fazer isso com ele.
William deslizou os olhos pelo rosto imponente, sentindo o peito inflar.
- Está dizendo que gostaria de saber, Hope?
- Estou dizendo que quero descobrir até onde você é capaz de chegar, se é mesmo tudo o que falam.
Toda a cautela que ele tinha mantido até o momento, evaporou pelo ar em uma fração de segundo. Hope lentamente segurou a mão dele em seu rosto, mantendo-a ali e transmitindo suas intenções através do calor. A outra mão de William deslizou pelas costas eretas dela, traçando uma linha reta, suave e provocativa, até chegar à cintura, onde a firmou e puxou o corpo de Hope para junto do seu em um movimento nada suave desta vez.
O canto dos lábios dela se repuxou com aprovação e William mandou para o inferno todas as razões que a consciência dele gritava para dizer que aquilo era errado.
Ele tirou a mão do rosto dela, com o olhar fixo em seus próprios movimentos, e afastou o cabelo para trás dos ombros. Os olhos dele se fixaram na pele agora desnuda entre o pescoço e os ombros, como se algo ali parecesse extremamente interessante.
Hope prendeu a respiração e levou as mãos de dedos finos para se agarrar às costas dele quando William se inclinou, eliminando qualquer distância que ainda houvesse entre eles, e roçou os lábios pelo pescoço dela, traçando uma linha úmida desde o ponto sensível entre o pescoço e ombros até a linha rígida do maxilar, onde roçou levemente com os dentes, atiçando-a.
Todo o corpo dela se arrepiou e se acendeu, e ela sabia que o dele também, pois podia simplesmente sentir.
Os dedos dela se enroscaram ao cabelo roxo e o manteve ali, perto o suficiente para destruir toda e qualquer sanidade que ela pudesse ter.
William deixou que o desejo irradiasse pelo corpo, pela respiração, pelos olhos e por qualquer outra forma de condução que ele pudesse ter. Seus dedos se moveram mais uma vez, a mão deslizando para baixo da camisa e queimando a pele por baixo dela. O polegar se movimentou em círculos provocativos, e Hope pensou que o mundo todo tinha parado naquele momento.
William sorriu como se percebesse. Aquele maldito sorriso presunçoso e avassalador que fazia o interior dela se contrair e depois se expandir. Os olhos carregados de desejo e intenções fizeram uma onda de calor subir e atravessar todo o corpo dela, que se intensificou ainda mais quando ele a segurou ainda mais firme contra si e deixou nada mais que uma fina camada de oxigênio os separando.
Hope sentiu cada centímetro dela responder ao toque das mãos dele quando ele as moveu de novo, e uma delas se fixou na nuca dela, aproximando-se lentamente, provocando, destruindo o mundo todo. E que o mundo explodisse mesmo.
Primeiro ele roçou os lábios nos dela, quase sem tocá-los. Hope não fazia ideia de quanto tempo já estava sem respirar corretamente, e então sua respiração despertou e alcançou um ritmo acelerado. O hálito dele tinha frescor de menta, e o perfume amadeirado e intenso a deixavam inebriada. E o mundo girava, e girava e eles pareciam ser a única certeza que ainda existia.
Ela entreabriu os lábios, cedendo sua última barreira para ele e se entregando totalmente, e então William a beijou. Os lábios dele eram macios e experientes, quase como uma carícia sensual. Hope se agarrou ao pescoço dele como se as pernas não fossem mais fortes o suficiente para se manterem sozinhas.
Ela não lembrava como tinham chegado lá, mas quando sentiu, suas costas estavam se chocando contra a parede. William colou o corpo ao dela mais uma vez, invadindo cada centímetro, sem restar uma parte sequer dela que não o sentisse. Ele tinha aprofundado o beijo, tornando-o mais feroz e desesperado, como se ele aos poucos perdesse também o controle. Hope adorou o efeito que podia causar em William Dufour.
Ela desceu as mãos, acariciando as costas largas e o mantendo ali perto, convidando-o.
O som que William emitiu quando ela o tocou a levou até o céu e voltou.
William estava desesperado. Estava enlouquecendo a cada segundo que se passava e não se lembrava da última vez em que tinha se sentido tão ávido por alguma coisa. Não sabia nem se algum dia já havia sentido algo assim.
Hope não tinha medo dele. Ela não fazia joguinhos idiotas, não tentava afastá-lo e incitava seus pensamentos mais singulares. E aquilo o deixava completamente louco, fora de si. Precisava dela, e precisava naquele momento. Se amaldiçoou profundamente por nunca ter notado aquilo antes. Mas, talvez fosse o destino apenas os preparando para o momento certo. Para que fossem iguais, na mesma intensidade.
As mãos dele se agarraram a cada pedaço dela, reivindicando-a para si de uma maneira que nenhum outro mais poderia fazer depois dele.
E, talvez o destino finalmente havia parado de castigá-lo.



"And it feels like I am just too close to love you
There's nothing I can really say
I can't lie no more, I can't hide no more
Got to be true to myself
And it feels like I am just too close to love you
So I'll be on my way"
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MensagemAssunto: Re: [FANFIC] William x Hope - Too Close   Qui Jan 25, 2018 3:12 pm

SENHOR DO CÉU KATHERINE, SUA GRANDESSÍSSIMA DEPRAVADA
QUE FANFIC QUENTE JESUS DO CÉU, TÔ CHOCADÍSSIMA

Conseguiu demais captar a Hope, eu imagino que ela talvez o provocasse mais um pouco, MAS ACHEI NA MEDIDA CERTA
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Suzu

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MensagemAssunto: Re: [FANFIC] William x Hope - Too Close   Sab Fev 10, 2018 9:51 pm

Se voce não continuar a escrever... te mato ^^
Esta lindo... adorei... Tanto a historia como a escrita...
Amei a sua descrição no comboio e o desinteresse do will ate ver hope e a sua forma de escrever... me deixou sem folgo... Amei, por isso a expectativa esta alta continue a subir a fasquia ^^
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MensagemAssunto: Re: [FANFIC] William x Hope - Too Close   

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